Ao acessar o portal MEU INSS, é possível conferir quanto tempo falta para se aposentar através do serviço “Simular Aposentadoria”.
Com alguns cliques, o Segurado consegue consultar quanto tempo de contribuição possui e quais seriam as possibilidades de aposentadoria.
A simulação do INSS é realizada de acordo com as informações que estão na base de dados do INSS.
A simulação do INSS é confiável?
Nem sempre o resultado apresentado pelo sistema corresponde à realidade previdenciária do Segurado, pois o cálculo considera o tempo de contribuição a partir das informações que constam na base de dados do INSS.
Ou seja, se alguma informação estiver faltando ou estiver incorreta, o resultado também poderá estar.
O mesmo pode acontecer com quem trabalhou no meio rural, prestou serviço militar ou exerceu atividades em condições especiais.
A simulação pode ser utilizada como uma referência, mas não substitui a conferência do histórico previdenciário.
Por isso, o próprio INSS informa que a simulação serve apenas para consulta e não garante o direito à aposentadoria.
O INSS contabiliza o tempo rural na simulação?
Essa é uma dúvida bastante comum, principalmente entre Segurados que começaram a trabalhar no campo ainda jovens e depois passaram para a atividade urbana.
O fato de o período rural não aparecer na simulação não significa, necessariamente, que ele não possa ser utilizado na aposentadoria.
O tempo rural possui regras próprias e dependendo do caso, pode ser necessário apresentar documentos e outras provas capazes de demonstrar que o trabalho realmente foi exercido naquele período.
O ponto principal é que a calculadora do MEU INSS não faz sozinha toda a análise documental.
Assim, quem possui tempo rural precisa olhar além da simulação e verificar se esse período já está reconhecido pelo INSS ou se ainda será necessário comprovar a atividade.
O tempo de exército conta para aposentadoria?
O período de serviço militar também pode ser considerado no tempo necessário para a aposentadoria, desde que sejam observadas as regras aplicáveis ao caso.
Na prática, pode acontecer de esse período não estar corretamente registrado no CNIS.
Por isso, é importante conferir o histórico e guardar a documentação referente ao serviço militar para comprovação.
Uma diferença aparentemente pequena pode ser justamente o que falta para alcançar determinada regra de aposentadoria.
O tempo especial entra automaticamente?
Muitos Segurados acreditam que por terem trabalhado em atividades insalubres ou perigosas, o sistema automaticamente reconhecerá aquele período como especial.
Entretanto, o reconhecimento da atividade especial depende da análise das condições em que o trabalho foi exercido e da documentação que comprova a exposição aos agentes prejudiciais à saúde, conforme as regras aplicáveis a cada período.
Assim, uma pessoa pode ter trabalhado durante anos exposta a agentes biológicos, ruídos, agentes químicos, calor ou outros agentes nocivos e mesmo assim visualizar aquele período no MEU INSS como tempo comum.
Ou seja, é necessário que a documentação demonstre a exposição e um dos principais documentos utilizados para a comprovação da atividade especial atualmente é o PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário.
Dependendo do período e da situação do Segurado, o reconhecimento da atividade especial pode alterar o tempo de contribuição e consequentemente a regra de aposentadoria disponível.
Por que a sua simulação pode estar errada?
Um dos principais problemas é bastante simples: o CNIS pode estar errado ou incompleto.
Entre os problemas mais encontrados estão:
- vínculos empregatícios que não aparecem no CNIS;
- datas de admissão ou desligamento incorretas;
- contribuições que não foram computadas;
- salários de contribuição ausentes ou registrados de forma incorreta;
- indicadores no CNIS que precisam ser analisados;
- períodos rurais ainda não reconhecidos;
- tempo de serviço militar que não consta no cadastro;
- atividades especiais registradas como tempo comum;
Por isso, duas pessoas com exatamente o mesmo tempo registrado no CNIS podem ter resultados diferentes quando todo o histórico é analisado.
Nesse caso, o problema não está necessariamente na calculadora, pois o sistema do MEU INSS fará a conta com as informações que recebeu.
A simulação do INSS é útil, mas deve ser vista como uma estimativa baseada nas informações que estão no sistema e não como cálculo conclusivo.
Se o CNIS estiver incompleto ou houver períodos que dependam de comprovação (serviço militar, rural ou especial), o resultado poderá não refletir o verdadeiro tempo de contribuição do Segurado.
Por isso, antes de concluir que “ainda faltam tantos anos para me aposentar”, vale fazer uma pergunta simples: o INSS está considerando tudo o que eu realmente trabalhei e contribuí?
Em muitos casos, a resposta só aparece quando o histórico previdenciário é analisado com cuidado por um profissional, período por período.
Se você identificou algum vínculo ausente ou informação incorreta no seu CNIS, procure orientação de um advogado de sua confiança para analisar a documentação e verificar a melhor forma de regularizar sua situação previdenciária.
Advocacia Previdenciária
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